STJ concede domiciliar a Fundador de facção criminosa

fdsfdsgsd

Na noite desta segunda-feira (15), Celso Luiz Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém, deixou o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado responsável determinou que o criminoso, apontado como um dos fundadores da facção Amigos dos Amigos (ADA), cumpra prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.

Histórico de prisões e acusações

Celsinho da Vila Vintém estava preso desde maio de 2024. Segundo a Polícia Civil, ele teria se aproximado de integrantes do Comando Vermelho (CV), facção rival que controla boa parte das comunidades do Rio, numa tentativa de recuperar territórios que haviam sido perdidos para grupos de milícia. Essa aliança teria como objetivo fortalecer a ADA, que nas últimas décadas perdeu espaço no tráfico de drogas carioca.

Celsinho já foi alvo de diversas operações policiais e de investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Nos últimos anos, foi denunciado por associação ao tráfico de drogas, organização criminosa e por manter relações diretas com traficantes ainda em liberdade. Em ocasiões anteriores, a Justiça havia negado pedidos de soltura apresentados por sua defesa, mantendo sua prisão após audiências de custódia.

Argumentos da defesa

Desta vez, a defesa de Celsinho conseguiu reverter o quadro. No pedido ao STJ, os advogados alegaram motivos de ordem humanitária: a esposa do réu estaria enfrentando um câncer em estágio avançado, com metástase, necessitando do acompanhamento do marido durante o tratamento. Esse argumento foi considerado pelo tribunal, que determinou a substituição da prisão em regime fechado por prisão domiciliar monitorada.

Condições da decisão

O benefício da prisão domiciliar não significa liberdade plena. Celsinho deverá permanecer em casa e estará sujeito a regras rígidas, como:

  • uso contínuo de tornozeleira eletrônica para monitoramento de deslocamentos;
  • proibição de contato com outros membros de facções criminosas;
  • restrições de visitas e comunicação que possam indicar articulação com atividades ilícitas.

O descumprimento dessas condições pode levar à revogação imediata do benefício e ao retorno de Celsinho ao sistema prisional.

Repercussão

A saída de Celsinho do presídio gerou repercussão entre autoridades de segurança pública. Para investigadores, há receio de que, mesmo em regime domiciliar, ele continue exercendo influência dentro da ADA ou mantenha articulações com aliados do Comando Vermelho. Nos bastidores, policiais apontam que a liderança de figuras históricas do crime organizado, mesmo fora das ruas, costuma permanecer ativa por meio de contatos externos.

Ainda assim, a decisão do STJ reforça a tese de que, em casos excepcionais, questões de saúde ou familiares podem se sobrepor ao interesse punitivo imediato, desde que haja mecanismos de controle para evitar novos crimes.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *