Hospital informa que Miguel Uribe teve pouca resposta aos tratamentos
O estado de saúde do senador e pré-candidato à presidência da Colômbia, Miguel Uribe Turbay, permanece crítico após ele ter sido baleado durante um ato público em Bogotá no último sábado (7). Segundo o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (9) pelo hospital Santa Fé de Bogotá, Uribe apresentou pouca resposta às intervenções realizadas desde que foi internado.
Miguel Uribe foi atingido por disparos na cabeça e na coxa enquanto discursava em um evento de campanha no bairro Fontibón, na capital colombiana. Após o ataque, ele passou por cirurgias de emergência e foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva. Seu estado de saúde foi classificado como de “máxima gravidade” desde a primeira avaliação médica.
Recompensa oferecida e prisão de suspeito adolescente
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Foto: Reprodução/Instagram
O governo colombiano anunciou uma recompensa de US$ 729 mil (aproximadamente R$ 4 milhões) para quem fornecer informações sobre os mandantes do atentado. A medida foi tomada em resposta à gravidade do caso e à pressão por justiça imposta pela população e pela classe política.
Um adolescente de 15 anos foi apreendido sob suspeita de ser o autor dos disparos. No entanto, as autoridades acreditam que ele tenha sido apenas um executor e que há um grupo criminoso ou político por trás do atentado. A Procuradoria-Geral e a polícia mobilizaram mais de 100 investigadores para esclarecer os motivos e identificar todos os envolvidos.
Clima de tensão e manifestações em apoio ao pré-candidato
Após o atentado, apoiadores de Miguel Uribe saíram às ruas de Bogotá para protestar contra a violência política e manifestar solidariedade ao pré-candidato. As redes sociais também foram tomadas por mensagens de apoio, pedidos de justiça e críticas ao ambiente político tenso que se instaurou no país.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, determinou a imediata abertura de investigações e classificou o atentado como um ataque à democracia e à liberdade de expressão. O partido Centro Democrático, ao qual Uribe pertence, emitiu nota afirmando que o ataque foi “um ato de violência inaceitável”.
Histórico de violência contra políticos na Colômbia
O atentado contra Miguel Uribe reacende um histórico preocupante de violência política na Colômbia. Nos últimos 50 anos, o país já testemunhou a morte de três candidatos presidenciais: Luis Carlos Galán, em 1989; Bernardo Jaramillo Ossa, em 1990; e Carlos Pizarro Leongómez, também em 1990. Além disso, o ex-presidente Álvaro Uribe sobreviveu a tentativas de assassinato durante sua carreira.
O cenário político colombiano continua marcado por conflitos entre partidos, interesses econômicos e o legado de grupos paramilitares e do narcotráfico. O episódio envolvendo Miguel Uribe reforça a urgência de medidas para garantir a segurança dos candidatos e preservar a integridade do processo democrático.
Repercussão internacional e notas de repúdio
O atentado gerou repercussão internacional. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, repudiou o ataque, destacando que “qualquer forma de violência política é inaceitável”. O comunicado expressou apoio à pronta resposta das autoridades colombianas e desejou a recuperação do senador.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também se pronunciou condenando veementemente a tentativa de assassinato. Ele enfatizou o compromisso dos EUA com a democracia na América Latina e o apoio ao povo colombiano neste momento difícil.
Trajetória política e familiar de Miguel Uribe
Miguel Uribe Turbay, de 39 anos, é senador e um dos principais nomes da direita colombiana na corrida presidencial. Nas eleições de 2022, foi o parlamentar mais votado do país. Ele é neto de Julio César Turbay Ayala, presidente da Colômbia entre 1978 e 1982.
Uribe também é filho da jornalista Diana Turbay, que foi sequestrada e assassinada por narcotraficantes ligados a Pablo Escobar em 1991, quando ele tinha apenas cinco anos. A história de sua mãe foi retratada no livro “Notícias de um Sequestro”, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura.
Apesar do sobrenome idêntico ao de Álvaro Uribe, ex-presidente e líder do partido Centro Democrático, Miguel Uribe não possui relação familiar direta com ele. Ambos, no entanto, compartilham a mesma linha ideológica conservadora.
Expectativas e andamento da investigação

As autoridades seguem investigando a fundo o atentado, com apoio de unidades especializadas da polícia nacional. Imagens de câmeras de segurança e vídeos registrados por apoiadores no momento do ataque estão sendo analisados para identificar os envolvidos e entender a logística do crime.
Enquanto isso, Miguel Uribe permanece na UTI em estado crítico, recebendo cuidados intensivos. A expectativa é que novos boletins médicos sejam divulgados nas próximas horas, atualizando seu quadro clínico e as respostas ao tratamento.
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A Colômbia observa com apreensão os desdobramentos do caso, que pode influenciar diretamente os rumos da eleição presidencial e reacender discussões sobre segurança, polarização política e estabilidade democrática no país.


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