Acidente ocorreu na RS-344 entre Santo Ângelo e Giruá
Um acidente trágico foi registrado na madrugada de sábado (7) na RS-344, entre os municípios de Santo Ângelo e Giruá, no Rio Grande do Sul. De acordo com informações da Polícia Civil, um motorista atropelou uma mulher e percorreu cerca de 3 quilômetros com o corpo da vítima preso à estrutura do veículo sem perceber o ocorrido.
O motorista relatou que acreditava ter atingido um animal devido à baixa visibilidade causada pela neblina. Somente quando o passageiro do carro avistou uma perna pendurada sobre o vidro traseiro foi que os dois perceberam a gravidade do que havia acontecido. O condutor, então, dirigiu até o município de Giruá, onde acionou a Brigada Militar e apresentou-se à delegacia local.
Condutor afirmou não ter percebido que atropelou uma pessoa

O acidente foi registrado por volta das 3h30. Segundo o depoimento do motorista, ele trafegava em baixa velocidade quando sentiu um impacto, que inicialmente associou a um animal cruzando a pista. Alegando insegurança para parar no local em função da baixa visibilidade e escuridão, ele continuou dirigindo até ser alertado pelo passageiro.
Após notar o corpo da vítima, o motorista buscou apoio policial imediatamente em Giruá. Ele se recusou a realizar o teste do etilômetro, conforme consta no boletim de ocorrência. Mesmo assim, o caso foi registrado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar. O motorista foi liberado e responderá ao processo em liberdade.
Vítima ainda não foi oficialmente identificada
De acordo com a Polícia Civil, o corpo da mulher ainda não havia sido identificado até a manhã desta segunda-feira (9). Familiares serão chamados para realizar o reconhecimento formal. A identidade do motorista também não foi divulgada pelas autoridades.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) será responsável por conduzir os procedimentos de necropsia e laudo técnico. Segundo os investigadores, tanto os danos observados no veículo quanto as lesões no corpo da vítima são compatíveis com a versão apresentada pelo motorista.
Homicídio culposo e o procedimento legal

O caso foi enquadrado como homicídio culposo, crime previsto no Código Penal Brasileiro quando a morte é causada sem intenção. Isso significa que o motorista poderá responder ao processo judicial em liberdade, desde que não haja agravantes como embriaguez ou omissão de socorro — o que, segundo as investigações preliminares, não foi constatado.
Mesmo com a recusa do teste do etilômetro, não há indícios até o momento de que o condutor estivesse alcoolizado. Ainda assim, a recusa será avaliada no processo. A ausência de habilitação ou outras infrações de trânsito também serão investigadas pelas autoridades.
Comoção e repercussão na comunidade local
O caso gerou grande repercussão entre moradores das duas cidades envolvidas. Muitos demonstraram indignação e tristeza diante da brutalidade do acidente. Redes sociais foram utilizadas por internautas para expressar pesar e cobrar ações mais rigorosas de fiscalização e conscientização no trânsito.
A rodovia RS-344 é uma das principais vias de ligação na região Noroeste do estado e registra tráfego intenso, inclusive durante a madrugada. Acidentes envolvendo atropelamentos têm sido recorrentes, levando moradores e autoridades locais a solicitarem melhorias na sinalização e iluminação da pista.
Reflexões sobre segurança viária e responsabilidade
O episódio reforça a importância de uma condução responsável, especialmente em condições adversas de visibilidade. Especialistas alertam que qualquer impacto deve ser tratado com seriedade, e o motorista deve parar imediatamente para verificar o ocorrido, sempre que a segurança permitir.
Atitudes como não parar após um impacto, ainda que se acredite ter atingido um animal, podem ser caracterizadas como omissão de socorro, agravando a situação jurídica do condutor. Além disso, a recusa ao teste do bafômetro, embora seja um direito legal, levanta suspeitas e pode ter implicações no julgamento.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil continuará com a investigação para apurar todos os detalhes do acidente. Os laudos periciais do IGP serão fundamentais para esclarecer a dinâmica do atropelamento e confirmar as declarações do motorista.
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Enquanto isso, os familiares da vítima aguardam a liberação do corpo para os procedimentos funerários. A expectativa é que nas próximas horas a identidade da mulher seja confirmada oficialmente. A tragédia expõe mais uma vez a vulnerabilidade de pedestres nas rodovias estaduais e a necessidade de políticas públicas eficazes para prevenção de acidentes.


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