As buscas pelo adolescente Alex Gabriel dos Santos, de 16 anos, ganharam um novo capítulo nesta sexta-feira (6), após exames periciais revelarem vestígios de sangue na caminhonete usada por suspeitos envolvidos em seu desaparecimento. O caso, que mobiliza a cidade de Pontal, interior de São Paulo, segue sem desfecho, enquanto a polícia intensifica os esforços para localizar o jovem.
Vestígios encontrados durante exame com luminol

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Plaucio Fernandes, os peritos utilizaram luminol para examinar a caçamba do veículo. O produto químico revelou marcas de sangue, cujo material já foi coletado e enviado para análise de DNA. Amostras dos pais de Alex também estão sendo recolhidas para confronto genético nos próximos dias.
O achado levanta novas suspeitas sobre o desfecho do caso. A caminhonete pertence a um dos quatro suspeitos detidos, todos com prisão temporária decretada pela Justiça. A identidade do sangue será determinante para as próximas etapas da investigação.
Confissões parciais apontam para tortura, mas não homicídio
Os quatro suspeitos presos até o momento admitiram envolvimento até o momento das agressões, mas negam qualquer participação em homicídio. Segundo o delegado, os indivíduos afirmaram que agrediram e torturaram o adolescente, mas dizem não ter matado o jovem.
“Eles confirmam o sequestro, a tortura e as agressões, mas não admitem ter cometido o homicídio. Alegam que deixaram Alex vivo, em uma área de mata”, declarou Fernandes. As contradições nos depoimentos estão sendo analisadas, e a Polícia Civil acredita que novos desdobramentos poderão surgir nos próximos dias.
Busca por Alex se concentra nas margens do rio Pardo
Com base nas informações prestadas pelos investigados, a polícia concentrou as buscas na região do rio Pardo, em Pontal. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas após cães farejadores sinalizarem áreas específicas próximas à margem do rio, sugerindo a presença recente do adolescente.
Na quarta-feira (4), os cães já haviam identificado vestígios de Alex na mesma região, aumentando a probabilidade de que o local esteja diretamente relacionado ao desaparecimento. As operações contam com apoio da Guarda Civil Municipal e de equipes especializadas em resgate.
Quatro suspeitos já foram detidos

Entre quinta e sexta-feira, quatro homens foram presos por envolvimento no desaparecimento:
- Uanderson dos Santos Dias, 19 anos, apresentou-se voluntariamente à delegacia na sexta-feira;
- João Guilherme Moreira, 27 anos, preso na quinta-feira;
- Alex Sander Benedito Ferreira, 23 anos, também detido na quinta-feira;
- Jean Carlos Nadoly, 28 anos, capturado em Minas Gerais.
Todos os suspeitos estão sob custódia com mandados de prisão temporária expedidos. Uma mulher que estava na caminhonete durante o sequestro foi identificada, mas, por ora, é tratada como testemunha.
Histórico do desaparecimento
Alex Gabriel dos Santos foi visto pela última vez na madrugada de domingo (1º), quando deixou sua casa para visitar um depósito de bebidas próximo. Segundo a família, ele retornou para casa empolgado, afirmando ter encontrado um celular no local. Horas depois, foi retirado à força de casa por dois homens e uma mulher a bordo de uma caminhonete.
Um vizinho relatou ter testemunhado o momento em que Alex foi agredido e colocado à força no veículo. A Polícia Civil acredita que o suposto achado do celular pode ter motivado uma retaliação violenta por parte dos envolvidos, embora até o momento não se confirme furto ou roubo por parte do adolescente.
Depoimento de suspeito e imagens reforçam a suspeita
Durante depoimento, um dos detidos afirmou que Alex foi levado até um galpão, onde foi agredido. Depois, teria sido abandonado em uma estrada de terra próxima a uma mata no distrito de Cândia. A caminhonete utilizada no crime foi localizada e aparece em imagens de câmeras de segurança circulando na rua da residência de Alex antes do ocorrido.
As imagens estão sendo analisadas para estabelecer a cronologia dos fatos e confirmar a participação de outros envolvidos. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de novos mandados de prisão nas próximas fases da investigação.
Família mantém esperanças
A mãe de Alex, Evilene Pereira dos Santos, declarou que ainda mantém fé de que o filho esteja vivo. “Minha fé é que ele está vivo. Não vou descansar enquanto não encontrá-lo”, afirmou a trabalhadora rural, emocionada.
A angústia da família e da comunidade mobilizou moradores e grupos de voluntários nas buscas. A expectativa é de que os próximos dias sejam cruciais para o avanço das investigações e, principalmente, para trazer respostas sobre o paradeiro do jovem.
veja tambem: Operação policial desarticula organização criminosa na Paraíba
Conclusão
Com a descoberta de vestígios de sangue no veículo e o avanço das buscas com apoio técnico, o caso do desaparecimento de Alex Gabriel dos Santos entra em uma nova fase. A Polícia Civil de Pontal continua mobilizada para esclarecer os fatos e encontrar o adolescente, enquanto a família segue firme na esperança de reencontrá-lo com vida.


Deixe um comentário